Com o blog caminhando para 1 ano de existência (aê! agradeço a vocês) acho que chegou a hora de falar deste que um dos meus favoritos do metal de todos os tempos. Será que existe algum Headbanger no mundo, que conhece esta pérola e não pensa assim? Não sei, mas garanto, o Metal, como nos o conhecemos, suas origens nos anos 70 e desenvolvimento através dos 80 possue elementos característicos que foram condensados e estão paupávelmente compilados nesta obra. É o registro do único álbum de estúdio que o Exodus gravou com Paul
Baloff, figura icônica do thrash metal mundial justamente por ter participado deste disco e ter sido uma das figuras chave para que ele tenha sido o que foi durante todos estes anos. Seu comportamente selvagem, marginal e carismático está cristalizado neste disco, a imortal introdução da edição de 1985 do COMBAT TOUR com os headbangers se amultuando para entrar e o poster do Embalos de Sábado a noite sendo queimado, são a cara de Paul. As vozes ao fundo são dele, inclusive...
“Eu quero saber quantas pessoas estão aí preparadas pra chutar algumas bundas, talvez alguns posers...
... eu quero ouvir de cada uma dos presentes aqui, se você gosta de metal, o mais pesado que existir, eu quero ouvir vocês gritarem!!!”
Era o estereótipo thrasher que Paul representava, nítidamente presente neste disco. O álbum é uma resposta violenta e a altura ao câncer do metal, o glam, que surgia com toda força nesta época.
Confesso que não ouço este disco em nenhum outro formato a não ser vinil, como se fosse um ritual, degusto cada segundo, cada riff, cada solo, cada virada na batera, os falsetes e guturais aleatórios de Paul. Presto a esta obra todo o respeito, carinho e atenção que ela merece.
Um pouco sobre sua história...
Primeiro disco de estúdio da banda, deveria ter sido lançado em 1984, mas por problemas diversos com o selo só chegaria as lojas em 1985. Kirk Hammet, que era um dos guitarristas, deixa a banda para substituir Mustaine que era chutado do Metallica, cedendo o lugar para Rick Hunolt. Neste momento épico tinhamos o esquadrão composto de:
GARY HOLT: GUITARRAS
RICK HUNOLT: GUITARRAS
TOM HUNTING: BATERIA
ROB McKILLOP: BAIXO
Detalhe mórbido é que, reza a lenda, a música título do disco foi composta logo após um pacto de sangue feito pela banda, ainda com Kirk na guitarra, onde eles, totalmente bêbados , cortaram suas mãos com gilette e deixaram pingar o sangue durante um tempo, e disseram:
“Yeah, now we are BONDED BY BLOOD”
Tem um vídeo no youtube onde Kirk corrobora esta informação.
BONDED BY BLOOD - A pancadaria já começa com a música título, guitarras como fuzis atirando, acompanham a bateria incessante, equilibrando rapidez durante a música em si e cadência nos refrões. Os vocais de Paul são algo a parte, ele não tinha a intenção de ser o melhor vocalista, mas expressar o ódio e a alma thrash.
EXODUS – Mostrando ao mundo o que era a banda, a sua proposta, a música que leva o nome da banda não poderia ser diferente, violência, rapidez, em todos os instrumentos, preparando o ouvinte para o “EXODUS ATTACK”
AND THEN THERE WERE NONE – Uma pausa para respiração, o outro lado da pegada thrash, cadência, sem deixar o poder do disco diminuir, nem teria como com um refrâo cantando:
“And then there were none
The world starts to burn
The world powers learn
The satans work is done”
A LESSON IN VIOLENCE – Não é a melhor música do disco, porque ele não tem melhor, todas são maravilhosas e alucinantes, mas é uma das melhores do Metal em geral. Ela simboliza mesmo o que era o estilo em meados da década de 80, pode ser considerada um de seus hinos. Sua introdução com os riffs alternando com a bateria e o início propriamente dito como uma infantaria sonora de tanques e armamento pesado sendo expelidos a todo vapor das caixas de som é simplesmente devastador.
METAL COMMAND – Clássica! Riffs nervosos, vocais agonizantes, e uma cadência única fazem desta mais um hino metálico.
"Fists are in the air. banging everywhere
Thrashing to the sound faces melting down"
PIRANHA –A introdução de Tom Hunting é o prelúdio para o que está por vir, outro petardo sonoro.
NO LOVE –Não se esqueçam do nome da música quando ouvirem a sua introdução, um violazinho acústico bem light. Thrashão de primeiríssima qualidade.
DELIVER US TO EVIL – Os vocais estressados e raivosos de Paul brigam pelo destaque com os maravilhosos riffs. São 7 minutos do mais puro suco, da essência do que o verdadeiro Thrash Metal foi.
STRIKE OF THE BEAST - É chegada hora de se segurar em sua cadeira pois mais um devastador e rápido bombardeio sonoro entrará em ação. Destaco os riffs mais uma vez, metralhadoras cuspindo munição incessantemente, a bateria não deixa Paul respirar, que, como se num transe, urra:
"Time to run or fight
Off the strike of the beast
If you fail you'll be
The hellish demon's feast"
É com muita felicidade que deixo esta dica pra vocês, um álbum perfeito em todos os sentidos, um grande marco no Heavy Metal mundial. Fica aí mais uma dica pros meus amigos que ainda não conhecem este espetáculo sonoro.
FORTE ABRAÇO A TODOS E ATÉ A PRÓXIMA SEMANA!













Esta é realmente A Lesson In Violence. Clássico absoluto do Trash mundial. Entra em qualquer lista dos dez melhores itens do estilo.
ResponderExcluirBom saber que apesar de não ter estourado para a mídia metalica como seus colegas de Bay Area, o Metallica, a máquina de riffs comandada por Gary Holt continua destruindo até hoje. bela lembrança.
Post foda, banda foda e album foda!!!!
ResponderExcluirA foto do Gary Holt com a camisa do Torture squad foi a cereja do bolo!rsrsrsrs
Um abraço!
Não sou nem tão fã de discos "ao vivo" mas indico também muito o "Another lesson in violence" do Exodus. Dos 5 melhores "ao vivo" que já escutei.
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